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Marilei Schiavi

Jornalista, Radialista, Diretora de Jornalismo da Rádio Metropolitana AM 1070 e palestrante. Pós graduada em Marketing, Economia e Política, Mestranda em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo. Meu site: www.marilei.com.br. Envie e-mail para: contato@marilei.com.br

 

LUIZ FELIPE PONDÉ

"Femmes aux hommes"


 


Mulher não gosta de covarde, mesmo que seja covarde em nome dos "direitos femininos"




MUITAS LEITORAS se queixam de que nunca falo sobre os males masculinos. Hoje, vou pagar uma parte desta dívida. Como todo homem que gosta de mulher, sou um escravo do desejo de deixá-las felizes. Que inferno...
Recentemente, numa entrevista, uma jornalista me perguntou se acredito que os homens tenham medo de mulheres inteligentes. E também o que seria mais importante numa mulher, beleza ou inteligência.
Antes de tudo, um reparo. Neste assunto, não consulte as feministas porque elas não entendem nada de mulher. Tampouco pergunte aos homens que chamam as mulheres de "vítimas sociais", porque são frouxos. Pobres diabos: mulher não gosta de covarde, mesmo que seja covarde em nome dos "direitos femininos".
A segunda pergunta (o que é mais importante numa mulher, a inteligência ou a beleza?) é fácil: a beleza vem em primeiro lugar, nunca a inteligência. Quando um homem disser pra você que ele prefere mulheres inteligentes, ele quer te pegar. Ou, pior, ele tem medo do patrulhamento das feias e das chatas, que no Brasil, graças às deusas, não crescem em número porque as mulheres brasileiras são como dizem os franceses "femmes aux hommes" (mulheres para os homens).
Por que é necessário ter coragem pra dizer que a inteligência feminina não é erotizada pelos homens? Ora bolas, porque atualmente falar para as mulheres que inteligência vale mais do que a beleza é um "dever de todo cidadão".
Uma mulher poderá fazer uma queixa contra você na delegacia da mulher caso você não diga para ela que inteligência numa mulher é fundamental. Não se engane: inteligência nunca é fundamental. Mas, não exagere para o outro lado: as burrinhas enchem o saco depois de duas horas de sexo.
Quanto à primeira questão (os homens têm medo de mulheres inteligentes?), a resposta é simples: sim, sempre; só os mentirosos e medrosos negam este fato. Melhor dizendo, o homem sempre tem medo da mulher, principalmente quando está interessado nela.
Segundo os darwinistas, esta seria uma característica atávica, desde a savana africana. Medo da infidelidade, medo da impotência, medo do ridículo.
Mas há sutilezas nisso tudo. O homem prefere a beleza, mas num relacionamento de longo investimento, outras característica pesam, às vezes, mais do que a beleza pura e simples. Por exemplo, evidências de que ela seja fiel, boa mãe para seus futuros filhos, generosa, doce (coisa rara em mulheres excessivamente competitivas, como é comum em cidades do tipo São Paulo, mas menos comum em outras regiões, como Minas Gerais ou Nordeste onde elas são mais "sorridentes").
Beleza demais pode dar medo quando ela é sua mulher. Garanhões costumam rondar mulheres bonitas demais. Se você só quer "pousar de poderoso" com uma gostosa, tudo bem, mas se quiser viver com ela, aí a coisa pega. Para pilotar um Boeing você tem que ser competente em muita coisa, e nem sempre dá, num cenário violento e volátil como o mundo contemporâneo, onde as mulheres têm mais opção de escolha afetiva e profissional.
Por que, muitas vezes, é tão difícil para as mulheres aceitarem que a inteligência numa mulher não seja essencial? Porque, ao contrário dos homens (esses seres primitivos, insensíveis e promíscuos... risadas...), as mulheres erotizam a inteligência no homem, às vezes, mais do que a beleza pura e simples.
Eu arriscaria dizer que a inteligência quando associada à coragem (virilidade) pode ser um afrodisíaco imbatível para as mulheres numa noite de calor.
Resumo da ópera: a inteligência numa mulher é um risco interno à relação porque o homem pode se sentir "menor" do que ela.
Já a beleza feminina é sempre um risco externo porque o cara sente medo de perdê-la porque sabe como os outros caras pensam.
Já a inteligência num homem nunca é um risco interno à relação porque as mulheres dão nó em qualquer homem. Mas, é sempre um risco externo porque as mulheres sabem como suas parceiras pensam: se, além da inteligência, o cara tiver "atitude" (a soma disso dá em charme), aí, meu bem, se prepare para a cobiça de suas amigas.

 

Enviado pelo diretor comercial do Mogi News, Wilson Bego...

 

7 sinais de que você pode ser dependente de internet


De acordo com a Equipe Dependência de Internet do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq/USP), para saber se uma pessoa está desenvolvendo o transtorno é necessário fazer algumas perguntas sobre os próprios hábitos na rede.

1- Você fica mais tempo na internet do que com pessoas “reais”?

Se você costuma gastar suas horas com atividades on-line mais do que com pessoas da sua família, amigos ou de outro tipo de relacionamento, realmente você precisa ficar atento, pois este é um dos primeiros sintomas do problema.

2- Você não consegue manter seu próprio controle na net?

Caso você se conecte na internet apenas para “dar uma olhada” e acaba ficando bem mais do que o planejado, cuidado! Este pode ser um claro sinal de dependência de internet.

3- Você acha que “sem a internet não dá para ficar”?

Se por qualquer razão você não pode estar on-line durante algumas horas/períodos e percebe-se ansioso, ou com tédio, ou irritado e, quando volta a conectar-se fica bem de novo, este é um péssimo sinal!

4- Você se percebe incapaz de diminuir o tempo on-line, mas, ao contrário, ele só aumenta?

Caso você já tenha feito tentativas frustradas para diminuir o tempo de uso e venha notando que a cada dia que passa você permanece mais tempo conectado na net para ter a mesma satisfação, muito cuidado! Este é um forte sinal de dependência!

5- Você tem mentido ou disfarçado para os outros sobre o tempo em que você fica conectado?

Desde que começou a ficar mais tempo on-line, se você tem tentado enganar ou mentir para seus familiares ou pessoas mais próximas a respeito da relação que você estabelece com o tempo na internet, isto é um gritante aviso!

6- Você sente que sem a internet a vida não teria graça?

Se não consegue mais sentir o mesmo prazer que antes nas atividades off-line ou sente-se melhor na vida virtual do que em qualquer outra situação real. Ou ainda, tem notado que de um tempo para cá, desde que começou a usar com maior frequência a internet, vem sentindo-se irritado ou deprimido, cuidado!

7- Mesmo sem estar na frente do computador, preocupa-se com o que está acontecendo no mundo virtual?

Quando você está envolvido em outras tarefas cotidianas e não pode estar on-line (nossa, que ansiedade!), chega em casa e corre para ligar seu computador (ou dá um jeito mesmo fora de casa) para ficar “inteirado” dos acontecimentos virtuais, estas atitudes podem indicar dependência de internet

 

Curso de extensão da USP discute a cobertura da mídia sobre políticas públicas sociais

Apoiada pela ANDI e Rede ANDI Brasil, a iniciativa tem o objetivo de estimular entre os participantes uma consciência crítica a respeito da qualidade do conteúdo da mídia sobre as questões sociais brasileiras. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 14 de fevereiro


Tem início nesta segunda-feira (07/02) as inscrições para o curso de extensão "Jornalismo e Políticas Públicas Sociais", promovido pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância - ANDI e a Rede ANDI Brasil.

A iniciativa tem por objetivo estimular entre os participantes uma consciência crítica a respeito da qualidade do conteúdo da mídia sobre as questões sociais brasileiras. Para tanto, serão examinados casos concretos da cobertura dos veículos de comunicação do país, como forma de compreender o tratamento editorial, cultural e ético dado às políticas públicas sociais em geral e, especificamente, às políticas voltadas à infância e à adolescência.

Além disso, o curso analisará os paradigmas que orientam as políticas públicas sociais: diversidade, desenvolvimento social e direitos humanos. Procurará ainda compreender como a mídia vem contribuindo para a discussão sobre temas sociais e, quando possível, fará recomendações de aprimoramento (acesse aqui o programa completo do curso).

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 14 de fevereiro. Os encontros serão realizados às segundas-feiras entre 10h e 12h, do dia 14 de março a 27 de junho de 2011, no Auditório Freitas Nobre da ECA-USP. A carga horária total da disciplina será de 36 horas.

Para mais informações sobre as inscrições, clique aqui.

Serviço

O quê: Curso de Extensão: "Jornalismo e Políticas Públicas Sociais" (ECA-USP)

Inscrições: 07/02 até 14/02/2011

Quando: 14/03 a 27/06/2011

Horário: 10h às 12h

Local: Auditório Freitas Nobre, avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo

Responsáveis: José Coelho Sobrinho (USP), Ciça Lessa (Rede ANDI Brasil) e Fábio Senne (ANDI)

Promoção: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância - ANDI.

Outras informações: politicaspublicas@andi.org.br / (11) 3091-4058

 

08/02/2011 - 07h00

Jogos virtuais melhoram a atenção e a memória, segundo especialistas

Lilian Ferreira

Do UOL Ciência e Saúde

Segundo especialista, jogos para a mente melhoram o desempenho quando praticados regularmente por pelo menos três meses

Seja pelo excesso de informação ou pelo ritmo de vida alucinante, você já deve ter parado um instante e esquecido o que estava procurando ou o que ia falar. A memória é infinita, mas precisa ser treinada para ter rápido acesso às informações escondidas no seu cérebro.

Com esta necessidade crescente para não perder tempo no seu dia a dia (lembrando onde deixou os óculos, por exemplo) ou no trabalho, surgiram diversos jogos especializados na tarefa. As “academias virtuais” prometem exercitar as funções do cérebro e deixá-lo melhor do que nunca. Mas estes jogos para a mente realmente funcionam?

As pesquisas científicas divergem, algumas afirmam que há melhoras, especialmente em pacientes com problemas de memória como o Alzheimer, outras não indicam ganhos significativos.

“Existem muitas pesquisas sobre o desenvolvimento do cérebro e jogos computadorizados, mas ainda não há provas científicas que possam esclarecer se eles são eficientes”, conta a neurocientista Mirna Wetters Portuguez, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Franck Tarpin-Bernard, chefe de tecnologia da Scientific Brain Training, que possui o site de games para o cérebro Happy Neuron, afirma que os jogos são eficientes porque foram desenvolvidos para exercitar adequadamente áreas específicas do cérebro. O jogo pode ser um caça-palavras ou uma batalha naval, que estimula em níveis diferentes as funções cognitivas memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e visão espacial.

“Exercitamos regularmente áreas específicas do cérebro como memória e atenção, e temos programas interativos, em que existem níveis de dificuldade, então é possível ser desafiado constantemente e, assim, não desistir e melhorar suas funções cognitivas”, explica Tarpin-Bernard.

Portuguez concorda que os jogos virtuais melhoram o desempenho cognitivo, mas não há muita diferença em relação aos demais videogames.

“Jogos computadorizados funcionam como efeito estimulador no desenvolvimento intelectual, permitem maior flexibilidade de raciocínio, desafiam nosso funcionamento executivo, ajudam a treinar e estimular o pensamento lógico, o planejamento estratégico, a solução de problemas, a tomada de decisões, o reconhecimento de erros, a enfrentar situações novas, a inibir reações habituais quando se mostram inadequadas para o momento e o raciocínio dedutivo”, elenca.

Todas essas funções estão localizadas no lobo frontal, especialmente no córtex pré-frontal, que é responsável por essas manifestações cognitivas e comportamentais.

Por outro lado, ela acredita que os jogos não substituem relações sociais, que desenvolvem outras áreas do cérebro. “No entanto, essas habilidades são menos produtivas em algumas funções cognitivas muito importantes como linguagem, incluindo compreensão e expressão verbal, leitura, escrita e alguns aspectos comportamentais, como interagir com o mundo real, com as pessoas, tanto no âmbito afetivo como social”, pondera.

Sudoku

Sabe-se que várias atividades podem estimular e treinar o cérebro, como jogos de baralho, palavras-cruzadas, xadrez e a leitura. Em uma pesquisa realizada com mais de 5.000 chineses idosos, comparou-se grupos com diferentes atividades de lazer, como assistir à TV, ler e jogar Mahjong (considerado um jogo das 100 inteligências). Os idosos que tinham o hábito do jogo e da leitura apresentaram risco menor de prejuízos cognitivos.

Tarpin-Bernard diz que estes jogos ajudam a fortalecer ligações no cérebro, mas que elas não são usadas para funções do dia a dia. “A pessoa quer ter uma memória melhor para lembrar o que tem q comprar no supermercado, para coisas do dia a dia. Jogando muito sudoku o máximo que você vai conseguir é ser um expert em sudoku”, ironiza.

O grande diferencial, segundo ele, é que os jogos para o cérebro combinam funções cognitivas diferentes e aumentam a dificuldade gradativamente, o que permite a criação de novas conexões para se chegar à informação. “Os games ensinam como focar sua atenção e melhorar a concentração e ainda desenvolvem técnicas de memorização que você já usa naturalmente”, explica.

Pesquisa

Uma das principais pesquisas sobre a eficiência dos jogos para mente foi realizada pela BBC. A "Lab UK" Bang Goes the Theory testou cerca de 11 mil pessoas. Elas tinham que fazer determinadas atividades, no mínimo 10 minutos ao dia, três vezes na semana, por seis semanas. No final, as pessoas que realizaram treino cerebral e as que simplesmente usaram a internet durante mesmo tempo tiveram ganhos cognitivos semelhantes.

“Eles observaram melhoras progressivas no desempenho no jogo, mas os ganhos cognitivos não acompanharam essa 'performance'. Não identificaram melhoras no raciocínio geral, nas funções de memória, planejamento e nem nas habilidades visuais e espaciais”, lembra a neurocientista.

A resposta dos especialistas em jogos para a mente não diverge da conclusão da própria pesquisa: é necessário mais tempo de atividade para verificar benefícios no funcionamento cognitivo. “Um período curto, como foi feito na pesquisa em questão, não é suficiente para produzir modificações consistentes no cérebro”, analisa Portuguez.

Para o especialista em jogos para a mente, para se começar a ter resultados é necessário pelo menos 90 dias de treinamento regular, com 20 minutos a cada 2 dias.

07/02/2011 - 19h02 / Atualizada 07/02/2011 - 21h35

Quatro entre dez educadores desconhecem canais de denúncia de crimes na internet

ANA IKEDA || Do UOL Tecnologia

 

Metade dos educadores acha que medidas de proteção de crianças na internet são insuficientes

Cerca de 40% dos educadores não sabem como nem onde denunciar crimes cometidos na internet, aponta uma pesquisa inédita divulgada pela Safernet para marcar o Dia da Internet Segura, que será realizado nesta terça (8).  Foram entrevistadas 966 pessoas que trabalham nas redes pública e particular em quatro estados do país.

Apenas 15% dos entrevistados sabiam da existência do site denuncie.org.br, mantido pela Safernet, e outros 12% disseram que procurariam uma delegacia para denunciar crimes cometidos na internet.

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A pesquisa apontou ainda que metade dos educadores considera que as atuais medidas de proteção de crianças disponíveis na internet são insuficientes. Quase 70% deles igualam o perigo dos riscos online ao existente em outros espaços públicos frequentados pelos seus alunos.

Além disso, os educadores reconhecem que é urgente trabalhar questões ligadas ao uso ético da internet (55%), embora não tenham subsídios para realizar essa discussão em sala de aula. Isso porque a pesquisa mostra que quase 30% dos entrevistados informaram não ter nenhum recurso para tratar do tema com os alunos.

“Há uma carência de materiais para que educadores abordem o uso seguro da internet em sala de aula”, reforça Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da Safernet. A maioria dos entrevistados (79%) disse ainda que gostaria que existisse um canal online para tirar dúvidas sobre o tema.

A organização não-governamental concluiu que o uso ético das tecnologias precisa ser incorporado aos currículos escolares. A prática deve ocorrer de forma simultânea à inclusão digital dos alunos, educadores e pais. “É importante que o jovem entenda que a internet não é uma terra sem lei”, alerta Nejm.

Dia da Internet Segura

Organizações de 65 países vão comemorar o Dia Mundial da Internet Segura nesta terça (8), que tem como objetivo mobilizar internautas – principalmente crianças e adolescentes – para o uso consciente da rede.

O tema deste ano, "Estar online é mais que um jogo. É sua vida", chama a atenção para a responsabilidade ética dentro do mundo virtual.

Mais informações sobre as atividades de conscientização durante a data estão no site da Safernet.

 

 

 

 

Você é mãe? Então leia essa reportagem...

Mães temem comparação com outras e mentem sobre criação dos filhos, diz pesquisa


Mães tendem a omitir fatos sobre a criação de seus filhos quando conversam sobre o assunto com outras mães, segundo um levantamento feito por um site britânico.

Elas não revelam, por exemplo, a quantidade real de horas que as crianças passam em frente à TV ou o que os filhos realmente comem - revelou uma pesquisa britânica.

Estas omissões, ou mesmo "mentiras", também se aplicam a questões como quanto tempo passam com o parceiro, revelou o estudo feito pelo site Netmums. A pesquisa contou com a participação de cinco mil pessoas.

O site britânico, que oferece suporte e aconselhamento sobre assuntos ligados à maternidade e à educação dos filhos, disse que com frequência mães sofrem pressão para se adequar a um ideal de perfeição, e que, por isso, acabam omitindo fatos sobre a educação dos filhos.

"As mães precisam ser mais honestas umas com as outras", disse Siobhan Freegard, uma das fundadoras do site Netmums, que possui 840 mil membros em vários pontos da Grã-Bretanha.

O site está pedindo que as pessoas sejam mais honestas ao descrever sua vida familiar para que as mães não se sintam forçadas a se enquadrar em padrões idealizados de maternidade.

Dormindo ou fazendo bolo?
Quase dois terços dos entrevistados disseram que tinham sido pouco francas ao descrever quão bem estavam lidando com as dificuldades da vida familiar e quase a metade omitiu preocupações financeiras.

Cerca de um quarto das mães admitiu não dizer a verdade sobre quantas horas de televisão as crianças assistem. E um quinto exagerou a quantidade de tempo dedicado a brincadeiras com as crianças.

Freegard citou o caso de uma mãe que, exausta, decidiu voltar para a cama durante o dia. Quando lhe perguntaram por que não havia atendido o telefone, ela disse que estava fazendo biscoitos e que suas mãos estavam cobertas de farinha.

Segundo os autores do estudo, outra situação comum em que mães são pouco francas é em conversas com outras mães no portão da escola.

Muitas mães não se sentem à vontade quando comparadas a outras e esse sentimento de inadequação seria resultado de pressão social: mais de nove entre dez entrevistadas admitiram comparar-se a outras mães.

O site está lançando uma campanha que incentiva os pais a aceitarem a realidade que vivem, ao invés de se sentirem mal por não poderem se adequar a um mito de perfeição.

"A imperfeição nos torna humanos", disse Freegard.

Forte Pressão
Uma das entrevistadas, identificada como Becky, disse que era difícil ser honesta: "Minha amiga estava me dizendo que limitava o acesso do filho ao Playstation e eu concordei, dizendo que meu filho também só jogava uma hora por dia, depois de fazer a lição de casa".

"Depois de dizer isso, me senti mal por não dizer a verdade", a mãe acrescentou. "É muito difícil levantar a mão e admitir que você educa seus filhos diferentemente dos seus amigos".

O sociólogo e especialista em educação na família Frank Furedi disse que os pais sofrem "pressões profundas" da sociedade. Ele acrescentou que, mesmo com as melhores intenções, relatórios como o estudo feito pelo site Netmums aumentam a pressão sobre os pais.

"Pais são sempre julgados, de uma forma ou de outra - incluindo por meio deste estudo. A solução real é deixar os pais à vontade e publicar menos pesquisas".

A psicóloga Linda Papadopoulos aconselhou aos pais que deixem de comparar-se uns aos outros."Você está competindo com ninguém além de você mesmo, tudo o que você pode fazer é buscar o melhor para você e seu filho".

Enviado por Jacira do Amaral Camargo, de Suzano.

 

Vão ter que morrer mais quantas centenas de pessoas para o Governo Federal – antes Lula, agora Dilma – realmente fazer a sua parte. Como podemos levar esse país a sério. Leia a matéria que é manchete de hoje na Folha e analise você mesmo!

 

DE NOVO, A CHUVA 

Dilma promete para 2014 plano de alerta que já era para estar em uso

Centro que deveria atuar no setor já existe, mas não teve verba para desenvolver projeto integrado

Rio já contabiliza 665 mortos por causa da chuva; governo aposta em supercomputador para aprimorar sistema 

ANA FLOR
BRENO COSTA
FLÁVIA FOREQUE 
DE BRASÍLIA 
FÁBIO AMATO 
DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 

O Planalto anunciou ontem a criação de um Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais, um conjunto de medidas que, apesar do novo rótulo, já fazia parte das ações de um órgão do próprio governo criado em 2005.
Esse conjunto de ações deveria ser realizado pelo Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), que não recebe verba para ampliação desde 2008 e agora perde espaço para o novo sistema.
Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, R$ 3,1 milhões estavam previstos nos últimos três anos para aumentar a estrutura do Cenad, vinculado à Secretaria Nacional de Defesa Civil, mas nada foi liberado.
O Ministério de Ciência e Tecnologia não se pronunciou sobre o assunto.
A verba seria utilizada, por exemplo, para a "aquisição dos equipamentos de informática e comunicação/geoprocessamento" e para a criação de uma rede de operações da Defesa Civil.
As iniciativas foram anunciadas ontem pelo ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), após uma reunião de ministros com a presidente Dilma Rousseff.
Mercadante diz que o novo sistema será ancorado no supercomputador adquirido em dezembro.
No próximo verão, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o supercomputador, um dos cinco mais rápidos do mundo, poderá monitorar com precisão áreas de até 3 km e dizer com detalhes quando e o quanto vai chover.
O governo também planeja comprar 700 pluviômetros e novos radares.
O sistema, no entanto, só deve funcionar a pleno vapor no fim de 2014. Pelo planejamento, áreas de risco serão alertadas até seis horas antes do evento climático.
"Vamos implantar progressivamente. Mas esperamos respostas no próximo verão", disse Mercadante.
A organização do sistema de leitura de informações é um dos desafios para viabilizar o novo sistema.
Hoje, o mapeamento e a classificação de áreas de risco são feitos pelas prefeituras ou Estados, seguindo critérios díspares. Segundo Mercadante, o governo vai padronizar os critérios.

SÓ FALATÓRIO
O governo discute a criação de um novo sistema de alarme desde 2009.
Neste período, apenas a criação de uma rede de radares necessitaria de cerca de R$ 110 milhões. Mas o dinheiro não saiu do papel.
O ex-secretário de políticas e programas de pesquisa do ministério, Luiz Antonio Barreto de Castro, culpou o governo e instituições envolvidas na criação do sistema pelo fato de o projeto de 2005 não ter saído do papel.
"A gente falou muito e fez muito pouco. Não consegui fazer com que o projeto avançasse", disse.
O grupo, composto por 22 representantes do governo e de institutos, debateu o projeto por ao menos dois anos.
Castro, que está sendo substituído por Carlos Nobre, ligado ao Inpe, afirmou também que a falta de "afinco" do instituto contribuiu para que o projeto não decolasse.
O diretor do Inpe, Gilberto Camara, disse que a declaração de Castro é "completamente inverídica".
"Infelizmente, o MCT não liberou nenhum recurso por nós solicitado. Lamentamos que o secretario [Castro] agora queira culpar o Inpe pelos erros que cometeu em sua gestão no MCT", disse.
   

Suplentes de 34 deputados assumem mandato por um mês

Brasília – A mudança de governo, com a posse dos novos presidente e vice-presidente da República, ministros, governadores e vice-governadores, além de secretários estaduais, levou 34 deputados a se afastar da Câmara e deu aos suplentes mandato de 30 dias ou até menos. Isso porque, no dia 1º de fevereiro, tomam posse os parlamentares eleitos em outubro. 

Mesmo em período de recesso legislativo, os suplentes receberão salário de R$ 16.512, além do chamado "cotão", que varia de R$ 23 mil a R$ 34 mil, dependendo de seu estado de origem. Além disso, eles terão direito ao broche e à carteira de deputado, ao plano de saúde e ao passaporte diplomático até o dia 31 deste mês. 


Terminado o mandato, eles terão o título de ex-deputados, o que lhes garantirá, por exemplo, acesso a todas as dependências da Câmara, inclusive ao plenário principal, onde só entram parlamentares, ex-parlamentares, servidores da Casa e jornalistas credenciados.

Durante o recesso, não há sessões na Câmara e uma comissão representativa do Congresso Nacional se encarrega dos trabalhos parlamentares. Com isso, os deputados de 30 dias não participarão de qualquer atividade legislativa no mês de janeiro, mas poderão apresentar projetos de lei à comissão representativa. No entanto, se a comissão não se reunir para analisar tais projetos, eles serão arquivados no final da atual legislatura, que termina no próximo dia 31.

Dezoito suplentes já assumiram o mandato nesse período – nove deles, pela primeira vez nesta legislatura. Já foram convocados pela Câmara os suplentes dos demais deputados (16) que tomaram posse em outros cargos.

Três assumiram hoje (4) assumiram o mandato: Telma de Souza (PT-SP), que substituiu o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, Flávio Antunes (PSDB-PR), no lugar de Luiz Carlos Hauly, que integrante do secretariado no Paraná, e R. Sá Filho (PSDB), substituto de Átila Lira (PSB), que agora é secretário do governo do Piauí.

Telma, Antunes e Sá Filho consideram a posse simbólica. Deputada federal por três legislaturas e ex-prefeita de Santos, Telma de Souza destacou a coincidência de voltar à Câmara no momento em que uma mulher assume pela primeira vez a Presidência da República no Brasil. 

Para Flávio Antunes, o caráter simbólico se dá pelo fato de a região noroeste do Paraná, de onde ele vem, estar sem representante no Congresso Nacional há mais de 20 anos. “Sinto-me feliz com a posse. Durante mais de 20 anos, nossa região não teve deputado federal. Nestes 30 dias, mesmo com o recesso, podemos alavancar nossa região”, disse ele.

Em janeiro de 2007, início da atual legislatura, o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) apresentou proposta de emenda à Constituição (PEC 05/2007) proibindo que os suplentes assumissem mandatos em período de recesso parlamentar, como está ocorrendo agora. A PEC já teve sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, mas parou por aí, e a comissão especial para analisar seu mérito não foi instalada até hoje. 

Garibaldi diz que mínimo não pode ir muito além dos R$ 540

O ministro da Previdência Social e senador eleito pelo PMDB, Garibaldi Alves Filho (RN), atuará como moderador entre o comando peemedebista – que quer rever o valor do salário mínimo de R$ 540, definido por medida provisória – e o Executivo, que se nega a reavaliar o reajuste. Garibaldi Alves disse nesta quarta-feira (5) que o melhor seria governo e legislativo “sentarem-se à mesa” para tentar encontrar uma solução que “não pode ir muito adiante, infelizmente, dos R$ 540”.

“Estou investido, aliás eu me investi desse papel de moderador nessa hora uma vez que não recebi essa delegação de ninguém, porque eu sei o que representa para a Previdência esses números”, afirmou Garibaldi Alves.


Ele acrescentou que tentará um acordo, no Congresso, para que os cofres da Previdência Social não sejam ainda mais sobrecarregados a partir de uma revisão da medida provisória que eleve o valor do salário mínimo além do previsto pelo governo. Garibaldi Alves Filho destacou o cuidado e o critério que se deve ter na fixação do valor.

“Desejamos e isso é o óbvio o melhor para o trabalhador, mas nós não queremos ver o país numa situação de dificuldade a partir do que o salário mínimo representa como indexador. Indexador de salário, indexador de aposentadorias e pensões, uma série de números que dependem do salário mínimo”, afirmou o ministro.

Na qualidade de representante do quadro partidário peemedebista, Garibaldi Alves saiu em defesa do PMDB na decisão de anunciar que não está convencido de que os R$ 540 seja o valor máximo que o governo pode conceder aos trabalhadores, neste ano. Ele destacou que cabe a ele, como representante da equipe ministerial da presidenta Dilma Rousseff, defender e tentar um consenso em torno de um acordo.

Garibaldi Alves Filho disse que, no encontro de ontem (4) à noite entre o comando do partido e seus integrantes no primeiro escalão do governo, o assunto não foi avaliado. “Na reunião, não se discutiu a questão do salário mínimo, se discutiu a questão do relacionamento do partido com o Executivo, mas essa questão pontual do salário mínimo não foi discutida. Até lamento porque seria oportuno.”

Sobre sua gestão na Previdência Social, o ministro destacou duas frentes nas quais pretende fortalecer a fiscalização no combate à corrupção: sobre fraudes com empréstimos consignados de aposentados e pensionistas e sobre o recebimento das dívidas ativas.

Garibaldi Alves Filho participou, no Senado, da posse do primeiro suplente e seu pai, Garibaldi Alves, na vaga da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), que se elegeu para o governo do estado.

Faço questão de colocar no meu blog o artigo do grande Elio Garpari... leia porque vale a pena...


ELIO GASPARI

Ministério de medíocre continuidade

Dilma Rousseff nomeou 30 ministros, mas a pergunta de R$ 1 milhão continua lá: e Lula nisso?


NA MELHOR das hipóteses, Dilma Rousseff compôs um ministério de continuidade buscando talentos no segundo escalão. Na pior, apresentou uma promessa medíocre. Fez sua campanha prometendo desenvoltura na educação e na saúde.

Manteve na Educação um titular franqueado por seu "Grande Mestre" e nomeou para a Saúde, credenciado pelo aparelho do PT, um infectologista vindo da pasta da articulação política, contaminado pelas febres inerentes ao cargo.

A nobiliarquia ministerial tem 35 marqueses e três duques que realmente contam: Fazenda (com a Receita), Justiça (com a polícia) e a Casa Civil, com o resto. Dos três, Guido Mantega é aquele que traz melhor desempenho. Pode não ser muita coisa, mas é alguma coisa.

Na Justiça, José Eduardo Cardozo prenuncia um comissariado movido pela obsessão de uma reforma política destinada a empurrar o voto de lista e o financiamento público (leia-se "pelo público") das campanhas eleitorais. Por enquanto, o principal objetivo dessa mobilização é erguer uma bandeira sob cuja sombra espera-se criar um arcabouço teórico que justifique a absolvição da quadrilha do mensalão.

Antonio Palocci chegará à Casa Civil com dois sucessos: a estabilização econômica durante o surto de terrorismo financeiro de 2002/2003 e uma espetacular dispensa pelo Supremo Tribunal Federal no caso da quebra do sigilo do caseiro Francenildo.

Irmanados na fé petista, Dilma e Palocci tendem a formar uma poderosa dupla. Não se deve esquecer, contudo, que a futura presidente assumiu de fato a Casa Civil em novembro de 2005, quando enfrentou o último canto daquilo que se denominava ekipekonômica.

Diante de um plano de ajuste fiscal de longo prazo, concebido nos ministérios da Fazenda (Palocci) e do Planejamento (Paulo Bernardo), ela mostrou a que viera. Detonou o trabalho ("rudimentar") e calou o contraditório: "Esse debate é absolutamente desqualificado, não há autorização do governo para que ele ocorra". Com esse episódio, fechou um ciclo iniciado nos anos 90, por meio do qual a "ekipekonômica" emparedava o governo com planos, entrevistas e artigos de notáveis.

Na verdade, não foi Dilma Rousseff quem prevaleceu. Ela apenas vocalizou a posição de Nosso Guia e tanto Palocci como Paulo Bernardo entenderam.

A boa notícia, ou pelo menos o depósito de esperanças, está numa trinca da bancada de feminina: Miriam Belchior (Planejamento), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente). Elas têm a característica que identificava Dilma Rousseff em 2002, ao ser chamada para o Ministério de Minas e Energia. Acumulam currículos e, no caso das duas primeiras, militância petista.

Foi fácil para Dilma Rousseff compor um ministério que representa a continuidade do projeto de poder de Lula. Fica faltando definir o papel de Nosso Guia a partir de 2 de janeiro, quando retornará ao mundo onde os sinais de trânsito podem estar fechados, portas não abrem sozinhas e, como já percebeu, as pastilhas Valda de Guido Mantega vão para Dilma.

Depois de todo o esforço de composição do ministério o governo de Dilma Rousseff continua onde sempre esteve: qual o papel de Lula, o pau do circo, que não está em lugar nenhum, mas deu a todos os lugares onde estão?